Pureza daninha

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Ó, rainha, erva-doce, erva minha.
Venenosa estrela-de-anis, dos lábios de botão de rosa e olhos negros como cassis.

Ó, mulher, feiticeira; ó, menina.
De alma impenetrável como um espelho,
Refletes minha imagem de volta sem revelar-me teu interior;
Bem como o imaginário mel dos teus lábios deixa-me em dissabor,
Por não saber seu gosto,
Por ainda não ter descoberto o grau de ebriedade que me traz este amor pressuposto.

Branca rosa, recendendo a sedução.
Quero provar da tua doçura, quero sentir o toque da tua mão.
Quero tocá-la suavemente, como se toca as cordas de uma harpa,
Quero bebê-la numa taça de cristal.
Para remover do meu coração esta farpa,
Só mesmo tua inocência cedendo a este amor irracional.

Quero descobrir tuas belas curvas, moldando-as como barro.
Quero ter-te acolhida, sob o meu afago.
Quero mostrar-te o céu, e remover de minha boca o fel da desilusão.
Quero provar-te, quero amar-te.
Quero dar-te meu coração, moído em reluzentes grãos de paixão.
Quero dar-te de um homem apaixonado, a devoção.

Dê-me a oportunidade de fugir dos meus sonhos e viver a tua realidade
Deixe-me mostrar-te o que é o amor de verdade.







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· 03/10/2011 ·

Doces amargos sonhos

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    Todas as minhas noites... Todas elas, são mágicas.
    Da porta dos meus aposentos à maciez do meu travesseiro, todos os meus sonhos se realizam, e então eu consigo ser indiscutivelmente feliz por algumas horas. Preciosas horas.
    Mas é digno de ser lembrado que momentos bons voam. Passam tirando tudo do lugar e, de repente, somem como uma tempestade repentina, como chuva de verão. E então tudo se acaba... outra vez.
   Minhas noites são mágicas porque eu as passo todas acordado, desperto, ocupado demais para dormir; realizando meus sonhos mais improváveis, doces, impossíveis.
    Meus doces amargos sonhos. Que são doces por darem cor às minhas noites sombrias, e amargos porque todas as manhãs voltam a ser preto e branco como uma fotografia antiga corroída pelo tempo.
   Minhas tristes e volúveis manhãs, que cobram-me todos os dias o alto preço por sonhar demais. Alto preço que me dói pagar, pois não pode ser quitado com as "preciosidades" pelas quais a humanidade se autodestrói, mas sim com algo muito mais valioso: O amor à própria alma. Amor pálido, falido, amor do qual já não me resta nada, de tantas dívidas que tenho pago às minhas manhãs.
   Oh, minhas manhãs. Elas não sentem dó deste pobre diabo que vos fala.
   Esses meus doces sonhos que me realizam todas as noites, são os mesmos que me fazem despertar com o coração amargo por descobrir todas as manhãs... que é tudo ilusão de meu espírito itinerante e devaneador.
   Por isso, meu coração está ferido, porém já repleto de cicatrizes. 
   Eis meu mal tão singular: a Doença dos Sonhos, crônica, degenerativa; que vai formando sulcos em seu coração até que sejam o suficiente para rasgá-lo ao meio, até que você não mais suporte a dura realidade de saber que seus doces sonhos são amargos e extintos.







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· 26/08/2011 ·

Colorida desordem

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    O amarelo era o elo singelo entre a cor e a coragem. Porém, avidamente a vida mente sobre a sequência das consequências.
    Do amarelo, amar e elo, surgem a cor, a coragem e o singelo. Do amarelo-coragem, procedem amar, elo e cor, que unidos agem.
    A simples desordem da ordem que desmonta as dez montanhas do pensamento, em certo momento.
   Do rubor da rubra dor, o que vem primeiro? O primo ou o herdeiro? Do tintureiro, a tintura ou o tinteiro?
   Desta desordem, seguem-se mais que dez ordens.








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· 26/08/2011 ·

O blog anda parado, não?

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  Olá,
  Este post é para esclarecer o porquê de o blog andar tão parado e sem textos novos por mais de um mês.
  Bem, primeiramente, peço desculpas aos meus amigos e leitores, que tanto andaram me perguntando o que houve ou se eu havia desistido de escrever. Muito pelo contrário, queridos amigos, o que está me ocorrendo é que tenho dedicado esse tempo ao meu primeiro livro, à minha obra. Terminar meu romance é um sonho que preciso realizar. Comecei a escrevê-lo antes mesmo de completar meus doze anos, e após algum tempo o deixei de lado; minha obra ficou longos anos de lado. Isso não deveria ter acontecido, visto que para quem escreve, uma obra é como se fosse um filho, um pedaço de nós.
  Enfim, o blog ficará um tempo sem coisas novas, mas vocês serão muito bem recompensados no fim da minha primeira obra, estou escrevendo com toda a força de vontade e sentimentos que possuo. O blog voltará à ativa assim que possível com coisas maravilhosas para vocês, leitores e amigos.
  Torçam por mim para que minha obra seja terminada e aceita!
  Um enorme beijo a todos, e muito obrigada pela preocupação e compreensão.





Manoelle D'França