Dom sem dono

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Teimosia de muitas forças,
indomável, sem controle algum.
Dissimulado e cheio de vícios,
nascido e criado em lugar nenhum.

Um intolerante noturno, matutino, vespertino.
Dom sem dono,
dom em desatino.
Desaba em cascatas de desequilíbrio,
mas tomba como flores na primavera.
Do coração,
suas palavras me fecham uma cratera.

Me possui quando tem vontade,
e some deixando-me à mercê da realidade.
A única cura para a dor que me causa,
o chão em que piso quando me desvia da estrada.
Meu lar quando me deixa adormecer no sereno.
Do melhor dos antídotos,
o inevitável veneno.


Manoelle D'França


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